sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que é sexualidade???


O conceito de SEXUALIDADE é bem extenso, inclui as diferentes formas de procurar prazer e quando dizemos prazer também queremos dizer no sentido mais amplo e em diversas circunstancias. Teoricamente, a sexualidade assim como a conhecemos, inicia-se à puberdade ou adolescência, o que deve ocorrer por volta dos 12 anos de idade (Art. 2º – Estatuto da Criança e do Adolescente). Contudo, sabemos que não se configura desta forma, sendo relativo, pessoal e abrangente. Podemos dizer que inicia em nossa vida intra-uterina e segue ao nascer, crescer durante os diferentes processos de saciedade de nossas necessidades básicas sofrendo influencia do contato com a mãe, da identificação com os pais e a seguir com os demais familiares e amigos, buscando assimilações, amores, impressões, enfim vai manifestar-se de acordo com a realidade e as experiências vivenciadas por cada indivíduo.
É comum confundir sexualidade com SEXO e com GENITALIDADE. É importante colocar que não precisam vir atrelados e as manifestações devem ocorrer no momento em que cada individuo ache propício (nas diferentes formas de prazer, não exclusivamente sexuais). Algumas vertentes consideram que, as diferentes fases do crescimento psicológico: oral, anal e fálica, vão contribuir para a constituição da sexualidade adulta.
Então podemos dizer que a sexualidade está ligada aos planos bio-psico-social sendo então afetada por crenças culturais e religiosas próprias ao ambiente em que cada indivíduo se insere.
"A adolescência chega e muitas vezes com ela as primeiras experiências sexuais. Nem todo mundo sabe, mas o despertar da sexualidade nada tem a ver com a genitalidade, normalmente acentuada nesta fase da vida”.
Na verdade, a sexualidade, como falamos anteriormente, abrange a genitalidade, o carinho, o afeto, o amor a até mesmo a comunicação. Engloba todas as experiências e aprendizagens que fazem com que tenhamos a nossa identidade, seja em questões de gênero ou dos papéis sexuais. Experiências, que incluem aquelas que levam ao conhecimento do nosso corpo e de nossas emoções, que começam quando na tenra idade o nenê se toca reconhecendo as diferentes partes de seu corpo e continuam quando principiam as atividades em grupo procurando amiguinhos, primeiro do mesmo sexo e depois do sexo oposto. Com a chegada da adolescência chega a fase da masturbação e só posteriormente o relacionamento com o outro.
Quanto às diferenças entre sexualidade feminina e masculina, são evidentes desde a infância pelos diferentes comportamentos que ao chegar à adolescência se evidenciam mais ainda. As meninas tendem a conversar mais, procurando respostas a suas indagações, seja com a amiga, irmã, tia ou mesmo com a mãe, ou buscando em revistas e internet quando não encontram possibilidades de diálogo. Elas não têm problema em falar de sua intimidade na maioria das vezes. Já os meninos desde cedo tem dificuldades em conversar sobre sua vida pessoal tudo é MISTÉRIO. No grupo de amigos é só curtição! Brincadeiras e papos, divertidos, mas gerais. Quando falam de sexo, geralmente é de forma exagerada ou bastante estereotipada, por isso mesmo até nas pesquisas (quando fazíamos) tínhamos dificuldade de saber mais sobre o comportamento dos rapazes.
Observando as revistas dos jovens podemos notar essas diferenças. Meninas: tratam da questão da sexualidade, sedução, paquera, beleza, etc.
Meninos: tem como temas assuntos gerais como negócios, carros, sexo, mas este é abordado geralmente através de fotos de mulheres nuas, sexo explicito dando ênfase a performance sexual.
Este comportamento dos homens parece estar relacionado a estereótipos sociais em que eles são vistos como sabendo e conhecendo tudo sobre sexo. Não tendo dúvidas ou dificuldades. Observa-se que se as mulheres sofriam uma repressão sexual, os homens sofrem por não poderem ser mais humanos, com limites, dificuldades e dúvidas. É refém da imagem de parecer com "super homem, sabedor de todas as questões referentes ao sexo". E isto é tão terrível quanto uma mulher ter sua sexualidade reprimida, podendo até causar mais angústia e necessidade de buscar meios medicamentosos para solucionar questões que poderiam ser resolvidas com dialogo.  
Assim podemos arriscar que é mais difícil conversar sobre sexo com os filhos homens do que com as mulheres, mas não devemos deixar de tentar mudar isso...

Um comentário:

  1. Olá!
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